Ululante Lú

Ááááágua!!!!!!!!!! ou Filmes X Livros

Posted on: 08/05/2010

Todo mundo diz que as adaptações cinematográficas de obras literárias sempre deixam a desejar. Eu não sou do time que generaliza, gostei de “Cegueira” , de fato algumas partes do livro foram descartadas, mas como filme não me faltou nada. É preciso entender que logo no inicio do filme já se diz é uma ADAPTAÇÃO , portanto o filme é o filme e o livro é o livro. Ponto. Nessa onda posso citar aindaMemórias Póstumas de Brás Cubas. O livro é a minha obra preferida de Machado, e o filme ( ainda que a produção seja bem ruinzinha) é ótimo, quando assisti parecia quase uma outra história, até porque para fazer um filme que eu ache extremamente coerente tem que ser baseado nas minhas interpretações e não nas do André Klotzel ( diretor do filme ).

Mas toda essa introduçãozinha foi só para firmar um ponto de vista e uma critica a quem se acha espertão quando diz que o filme não chega aos pés do livro. A questão é que há filmes adaptados que me fazem querer ler os livros , foi assim com os filmes adaptados nos livros de Nick Hornby . Há também os filmes que nos fazem querer reler livros. Foi o que aconteceu com Quincas Berro D’água ( Aêêê cheguei no objetivo do post no meio do segundo parágrafo. É blog não é notícia mesmo…) . Graças a um “primo” insider da indústria cinematográfica brasileira fui a pré- estréia do filme de Sérgio Machado nesta terça (04). O longa é ótimo! Bons atores, bom enredo ( ainda que as história seja bem amalucada) , engraçadíssimo. De Sérgio Machado , diretor de Cidade Baixa , não podia se esperar menos. A fotografia de Toca Seabra está ( na minha humilde opinião) impecável. Mas o que me intrigou mesmo foi o livro que deu origem ao filme.

Li A morte e a morte de Quincas Berro D’Água quando tinha uns 12 anos, achei numa estante em casa e resolvi ler, lembro que gostei, hoje percebo que não entendi. Já dizia uma professora de literatura minha que certos livros são feitos para se ler a partir de uma certa idade , Quincas é um desses casos. Não consegui identificar nada do livro no filme, só o enredo mais básico e a “re-morte”. Agora estou na curiosidade. Será que consigo captar a essência popular e baiana de Jorge Amado , que tanto me encantaram em Capitães de Areia ? A essência que Sérgio Machado conseguiu traduzir fantásticamente ( deve ser porque ele é baiano, assim como boa parte do elenco) . Bom agora só depende de mim ir atrás de uma cópia do livro pelos sebos do Centro do Rio, já que o exemplar aqui de casa foi emprestado e nunca retornou.

Obs: A dedicatória à Zélia Gattai no final do filme é de uma delicadeza….
Obs2: O filme estréia dia 21

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Luísa Ferreira

Jornalista, carioca da gema que mora em São Paulo.

E-mail: lumferreira@gmail.com
Twitter: @luisamferreira

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